Antonio Mangole

2026

À Fundação Doctors For Mozambique

Eu, António Mangole Bobo venho, por meio desta carta, apresentar um breve resumo sobre o meu 1º Ano no Curso de Medicina, bem como expressar o meu sincero agradecimento pelo apoio concebido através da bolsa de estudos, a qual tem sido fundamental para a minha formação académica e pessoal. O primeiro ano de Medicina foi marcado de grandes desafios e aprendizados. Como é natural num curso exigente, enfrentei dificuldades iniciais, sobretudo de adaptação ao ritmo académico, a metodologia de ensino e à carga horária intensa. No entanto, fui-me adaptando ao longo do ano, o que permitiu melhorar o meu desempenho e, consequentemente, transitar de ano. No âmbito social e pessoal, ficava doente por alguns períodos, mas não são doenças que tiveram impactos significativos no âmbito académico. A bolsa concebida pela Fundação Doctors For Mozambique teve um impacto extremamente positivo ao longo deste percurso. O apoio financeiro proporcionou-me maior estabilidade, permitindo que me concentrasse nos estudos sem maior preocupação de ordem económica. Por isso, reitero a minha profunda gratidão pelo compromisso com a formação de futuros profissionais de saúde e pelo investimento na educação como ferramenta de transformação social. Finalizo reafirmando o meu compromisso em continuar a dedicar-me com responsabilidade, ética e empenho à minha formação em Medicina, honrando a confiança que a Fundação depositou em mim.

2025

Eu, António Mangole António Bobo de 20 anos de idade, estudante de Curso de Medicina Geral. Primeiramente agradecer a todos membros da Fundação Doctors For Mozambique e APESMO especialmente aos Drs. Gitta e Harrie. Estou realmente grato por ter recebido a bolsa para o Curso de Medicina. Seu apoio incentiva meu compromisso contínuo em alcançar com meus objectivos.

Em segundo lugar, passo a relatar o decurso do ano 2024 em que estive frequentando ano Propedêutico: Ao nível social. O ano 2024 foi um ano bastante diferente comparadamente com os anos anteriores, digo isso em termos de viver perto e/ou longe da família. Nunca antes tinha vivido um tempo notável longe da família o que fazia as vezes ficar todo momento pensando nela. Não foi fácil me adaptar à Beira, uma cidade muito agitada, diferindo com que eu vivia antigamente. Ao nível académico. O ano Propedêutico foi um ano de estudos intensos, o que me acreditava certas dificuldades no início mas com o pasar do tempo fui me adaptando ao passo de diminuir as dificuldades e ter conseguido transitar de classe.

Finalmente. Gostaria dizer que o trabalho feito pela DFM e APESMO está sendo sentido em quase todo Moçambique e apelar que continuem sendo o que são de modo a ajudar os estudantes necessitados que carreiam de capacidades magníficas mas que não tenham condições de avançar com os estudos. Meus cumprimentos a todos membros da DFM e APESMO.

António Bobo.

2024

Eu, António Mangole António Bobo, nascido aos 09 de Dezembro de 2004, natural de Machanga, província de Sofala, filho de António Bobo e de Deolinda Ibraimo.

Os meus pais tiveram seis filhos no seu total, sendo três homens e mulheres também e uma deles faleceu nos seus oito meses de vida, que é a segunda na nascença.

Venho de uma família não boa financeiramente, meu pai trabalhou por um tempo na África do Sul, o serviço não foi avante porque ele andou doente durante alguns meses de tal modo que acabou perdendo o emprego e neste momento encontra-se desempregado. A minha mãe custia a família de produções agrícolas na época chuvosa e de extração de sal para a troca com outros produtos na época de seca.

Os meus pais embora tendo baixo nível escolar e financeiro, eles têm conseguido colocar seus filhos a estudarem. Até então, os meus dois irmãos mais velhos formaram-se na educação como sendo professores da primária e as outras duas mais novas, uma está no ensino básico e a outra no ensino primário ao nível escolar.

O meu nível escolar tem sido bom e de salientar que a partir da 6 classe era a direção da escola que investia o meu material escolar por ser um dos mais destacados em todos anos. Em 2022, quando frequentava a 11 classe, ao meio do primeiro trimestre participei num concurso olimpíadas de matemática onde tive apuramento desde a fase escolar até a fase internacional da CPLP que teve lugar em Maputo, nesta mesma fase internacional fui o terceiro classificado e assim foi o meu aproveitamento pedagógico até concluir 12 classe.

Já concluído 12 classe, a minha família decidiu colocar-me num IFP (Instituto de Formação de Professores) tal como os meus dois irmãos mais velhos e este não era o meu sonho, até que a escola me propôs concorrer uma bolsa para o curso de Medicina no Nazaré disponibilizado pela DFM (Doctors For Mozambique). Lá fui, concorri e fui um dos apurados para o ganho da bolsa.

Neste momento ao meu lado e ao da minha família há imensas felicidades e de total gratidão.

Dou meus cumprimentos para todos membros da Associação DFM e Apesmo.

António Mangole António Bobo